
Alex Prager nasceu em Los Angeles no ano de 79, em um momento de mudanças na arte, inclusive a que corresponde a sua terra natal, o cinema hollywoodiano. Mesmo sendo complicado datar referências e confiar em determinismos, através de suas fotos, notam-se influências do período que eclodia em sua juventude. Seus frames quase cinematográficos, na representação e cores, nos faz acreditar em uma relação quase que direta do cinema em sua obra.

Os temas aqui colocados também se referem à um período, da sociedade cínica e do desbunde socioeconômico. Em sua nova série, a ser lançada no mês de janeiro em Nova York e Los Angeles, intitulado Week-end, Alex demonstra justamente o pragmatismo humano, das donas de casa, e dos momentos de lazer que as pessoas e famílias costumam ter nos fins de semana, que legitima uma série de condicionamentos sociais, como fazer compras em um shopping, ou ir ao cinema com as amigas. Segundo o próprio artista, as montagens correspondem com o que presencia, das rotinas sociais.
Prévia do que virá no próximo ensaio: Week-end




Com uma qualidade imagética impressionante, as fotos de Alex Prager são frações do cotidiano, apoiando-se no olhar crítico e na criatividade das composições. Por essa razão, principalmente, vale a pena acompanhar o trabalho desse americano que gosta de modelos e Nirvana.
+Informações:
Exposição: “Week-end”
Data: de 14 de janeiro à 22 de fevereiro de 2010
Local: Yancey Richardson Gallery, New York City
Site: Alex Prager
Tags:

A partir de 15 de janeiro, o MuBE recebe a exposição internacional

Se você acha que todas as bonecas de porcelana são delicadas,
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(continuação 2)
Pode ser que eu estava vendo nestas imagens outra coisa, mais aí vocês foram lá e falaram que o que ele quer dizer é “o pragmatismo humano das donas de casa”. Assim, como espectadora, sinto que “errei”, porque existe uma resposta “correta”. E desde quando na arte, especialmente na arte atual, existe um certo e errado?
Se este artista escolheu a fotografia como forma de expressão, então é a fotografia que o receptor deve assimilar, e não um texto “explicando” o que ele estava querendo dizer.
Desta matéria penso que só precisamos do 1º parágrafo é necessário; todo o resto já seria dispensável.
Enfim, apenas uma pequena crítica de uma formanda de Comunicação Social, fã de arte e do trabalho da revista.
Grande abraço.
Vai transar.
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Muito interessante o trabalho dele. Mas o que eu gostaria de falar é sobre a redação da matéria:
Gente, não precisa explicar tanto. Situar o artista num contexto é legal, já interpretar o trabalho dele não é. Tira do receptor a possibilidade (e o direito) de interpretar a obra livremente, de acordo com seu repertório de vida. Não é essa a graça da arte, afinal? A multiplicidade de significações possíveis? Despertar no receptor significações e pensamentos, únicos para cada um?
06/01/2010 / 10:01 PM